Um pavilhão industrial necessita de entre 150 e 250 frigorias por metro quadrado, e não das 100 fg/m² que se aplicam em habitações. A diferença é marcada pela altura do teto, pela carga térmica do maquinário, pelo isolamento do fechamento e se o espaço permanece aberto ou fechado durante a jornada. No entanto, se o objetivo não for climatizar todo o pavilhão, mas sim proteger os operários nos seus postos de trabalho, o cálculo é radicalmente diferente: um ar condicionado industrial portátil de 3.500-5.300 frigorias é suficiente para arrefecer de forma eficaz um ou dois postos fixos, sem necessidade de dimensionar o conjunto do pavilhão.
Por que razão a regra das 100 frigorias por m² não serve num pavilhão
A regra das 100 fg/m² está pensada para espaços com tetos de 2,5 metros, bem isolados, sem fontes de calor internas e com ocupação moderada. Um pavilhão industrial incumpre todos esses pressupostos em simultâneo:
- Altura: os pavilhões industriais têm tetos de 5 a 12 metros. Quanto maior o volume de ar, maior a potência necessária. Acima de 4 metros de altura, o cálculo deve ser feito por metros cúbicos, não por metros quadrados.
- Maquinaria em funcionamento: uma prensa, uma fresadora, um forno ou uma soldadora geram calor constante que se soma à carga térmica. Cada 1 kW de potência elétrica consumida por uma máquina gera aproximadamente 860 frigorias/hora de calor residual que é necessário extrair.
- Fechamentos metálicos: a chapa metálica acumula e transfere calor com muito mais eficiência do que o tijolo ou o betão isolado de uma habitação. Um pavilhão com cobertura metálica sem isolamento pode duplicar a carga térmica em relação a um pavilhão bem construído.
- Portas abertas: muitos pavilhões trabalham com portões industriais abertos, o que elimina qualquer possibilidade de manter o frio no interior com um sistema centralizado.
Tabela de frigorias por m² para pavilhão industrial
| Tipo de pavilhão | Frigorias/m² | Equivalente em kW/m² |
|---|---|---|
| Pavilhão bem isolado, sem maquinaria pesada, portas fechadas | 120 – 150 fg/m² | 0,14 – 0,17 kW/m² |
| Pavilhão padrão, maquinaria ligeira, aberturas ocasionais | 150 – 200 fg/m² | 0,17 – 0,23 kW/m² |
| Pavilhão com maquinaria pesada, soldadura, fornos ou forja | 200 – 300 fg/m² | 0,23 – 0,35 kW/m² |
| Pavilhão semiaberto ou com portões frequentemente abertos | Cálculo não válido para sistema fixo | Usar spot cooler por posto |
Para converter frigorias em kW: divida as frigorias por 860. Para converter em BTU: multiplique as frigorias por 3,97.
Como calcular as frigorias do seu pavilhão passo a passo
A fórmula base para um pavilhão industrial é: m² × altura (m) × fator de carga térmica. O fator oscila entre 50 e 80 conforme o tipo de pavilhão (equivale a calcular por metros cúbicos com um coeficiente ajustado).
Exemplo prático: pavilhão de maquinagem de 300 m² com 6 metros de altura e maquinaria CNC em funcionamento.
- Volume: 300 m² × 6 m = 1.800 m³
- Fator de carga (maquinaria moderada): 65
- Frigorias totais: 1.800 × 65 = 117.000 fg/h
- Em kW: 117.000 ÷ 860 = ~136 kW de potência frigorífica
Este é o dimensionamento para climatizar o pavilhão inteiro. Pressupõe uma instalação centralizada de grande envergadura.
O cálculo que ninguém faz: arrefecer o posto, não o pavilhão
Na maior parte das oficinas e pavilhões de fabrico, o problema real não é o facto de todo o pavilhão estar a 40 ºC: é que o operário no seu posto de soldadura, maquinagem ou montagem trabalha a temperaturas que afetam o seu rendimento e segurança. A diferença é importante, porque altera completamente o dimensionamento.
Um spot cooler industrial de 5.300 frigorias/hora direciona um caudal de 900 m³/h de ar frio diretamente para o posto de trabalho, gerando uma zona de conforto de 4 a 6 metros de raio. Numa oficina com cinco operários em postos fixos, cinco equipamentos deste tipo resolvem o problema térmico de cada trabalhador a uma fração do custo de climatizar os 300 m² do pavilhão. A instalação é nula: ligam-se à tomada e funcionam no próprio dia.
Esta abordagem não serve se o processo produtivo exigir controlo de temperatura e humidade em todo o espaço (alimentação, farmacêutica, eletrónica de precisão). Para esses casos, o dimensionamento completo do pavilhão é inevitável. Mas para oficinas de maquinagem, soldadura, serralharia ou logística, arrefecer o posto é quase sempre a solução mais rápida, mais barata e mais flexível.

Blizzcool: potência para o posto que mais necessita
A gama de spot coolers da Blizzcool cobre desde 1.900 até 5.300 frigorias/hora, com um ou três condutos de ar direcionáveis para concentrar o frio no posto exato. Sem instalação, sem técnico habilitado, sem esperar semanas. Se já possui equipamentos antigos, o Plano Renove permite renová-los com desconto. Para calcular quantos equipamentos necessita de acordo com os postos do seu pavilhão, pode consultar-nos diretamente através do formulário de contacto.
